Estando desde sempre ligado à luta com kimono, comecei a ter os meus primeiros contactos com o Jiu-jitsu em 1998.
Mais tarde, quando começo a treinar e me apercebo da eficácia da técnica e ao mesmo tempo, da sua simplicidade, dá-me uma enorme vontade de colocar em causa tudo o que aprendi até então.
Mas não o fiz.
Em vez disso, acrescentei à bagagem que trazia, toda a excelente técnica desenvolvida e aperfeiçoada pela família Gracie, que apaixona e vicia pelos resultados que qualquer praticante dedicado consegue alcançar num curto espaço de tempo.
Quando me envolvo em algo gosto de o fazer de corpo e alma, e rapidamente começo a ajudar na realização de eventos relacionados com o Jiu-jitsu, tais como provas, seminários e outras divulgações.
Entretanto o número de praticantes começa a aumentar e por falta de organização do desporto em Portugal, foi necessário criar uma entidade que, acima de qualquer pessoa ou academia, viesse colocar alguma ordem no Jiu-jitsu a nível nacional. Fui convidado para a fundação da Associação Luso-Brasileira de Jiu-Jitsu, e, como Vice-Presidente, empenhei-me ao máximo pelo desenvolvimento do desporto no nosso país e pela representação de Portugal em competições no estrangeiro.
Por acaso do destino, no final de 2002 fico à frente de uma pequena equipe, aqui no Clube Desportivo de Paço de Arcos. Clube que anteriormente representara em Judo e ao qual tinha dado alguns títulos na modalidade.
Quando surge a dificuldade de o nosso professor não puder continuar aqui a dar aulas devido à centralização da academia, e contra a vontade de muita gente, aqui fiquei.
Fiquei, por acreditarem no meu trabalho e por isso estou agradecido. Quando começei tinha 2 alunos. Mais tarde começou a vir mais gente. Hoje somos uma pequena família.
"Dar aulas aprendendo" é o lema pelo qual me guio.
Actualmente o desafio é muito maior e por isso estou envolvido na fundação da Federação Portuguesa de Jiu-jitsu Brasileiro, e como Vice-Presidente da mesma, espero que o Jiu-jitsu cresça como desporto e arte-marcial, sempre com transparência e união entre as academias e atletas, mas mantendo sempre a saudável disputa e o aguerrido clubismo.
Por fim, só me resta agradecer a todas as pessoas que me apoiaram, principalmente aos meus alunos por acreditarem em mim e no meu trabalho. Em especial, muito agradeço ao meu Mestre, Carlos Gracie Jr. a confiança que depositou em mim desde o início.
Tenho o máximo orgulho de representar a mais conceituada academia a nível mundial, e defender a sua bandeira!
Diogo Valença



























